Blog Refúgio do Corpo

Inicialmente, o Blog Refúgio do Corpo tinha um espaço reservado com muito carinho, dentro do meu site. Porém, devido ao grande número de acessos a ele, fui aconselhada a migrá-lo à um serviço próprio de hospedagem de Blogs para liberar mais espaço na navegação de ambos, Site e Blog. Apesar do trabalho de refazer o Blog, fiquei muito feliz, pois significa que as pessoas estão buscando informações e cuidando de sua saúde e qualidade de vida!!!
Dessa forma, convido a todos, que continuem nos acompanhando pelo nosso site e agora também por esse canal de comunicação!!!

Um grande abraço,
Lilian Furlan
Educadora Física & Personal Trainer


Mostrando postagens com marcador IMC. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Obesidade - A vida secreta da célula de gordura*


Os cientistas pensavam que a gordura corporal e as células que a constituíam eram inertes, como se fossem um compartimento de armazenamento.

Com o passar das décadas as pesquisas têm demonstrado que as células gordurosas agem como fábricas químicas e que a gordura corporal é uma potente substância: um tecido altamente ativo que secreta hormônios e outras substâncias com efeitos profundos e às vezes perigosos ao metabolismo.

Recentemente, os biologistas começaram a chamar a gordura de um “órgão endócrino”, comparando-a com glândulas como a tireóide e hipófise,também liberando seus hormônios diretamente na circulação sanguínea.

Porém existe uma importante diferença. Estas glândulas não podem proliferar e crescer como as células de gordura, que possuem aparentemente uma infinita capacidade de proliferação. Gordura corporal em excesso pode agir como um veneno, liberando substâncias que contribuem para a diabetes, doença cardíaca, hipertensão, derrame e outras doenças, incluindo alguns tipos de câncer.

Os pesquisadores tentam decifrar a biologia da célula gordurosa na esperança de encontrar caminhos que auxiliem as pessoas eliminar o excesso de gordura ou, no mínimo, prevenir que a obesidade destrua sua saúde. Em um mundo progressivamente obeso, estes esforços são de altíssima importância.

No Estados Unidos, 65 % dos adultos são obesos, comparados com 56% de 10 anos atrás, e pesquisas do governo culpam a obesidade por pelo menos 300.000 mortes a cada ano. Em adição, 50% das crianças acima de 6 anos estão acima do peso, 3 vezes mais as porcentagens de 1980.

Leptina

O reconhecimento de que as células de gordura estão longe de serem inertes apareceu em 1995 com a descoberta da leptina, hormônio que sinaliza ao cérebro quanto de gordura o corpo possui, desta forma o cérebro pode ajustar a ingesta alimentar e o metabolismo permitindo que o armazenamento de gordura seja mantido em certos níveis. Quanto maior a quantidade de gordura que a pessoa possui, maior será o nível de leptina.

Embora inicialmente os pesquisadores pensassem que a leptina poderia ser utilizada para o tratamento da obesidade, eles rapidamente descobriram que a maioria dos obesos é resistente aos efeitos da leptina.

“A descoberta da leptina estabeleceu o eixo de comunicação gordura-cérebro”, diz o pesquisador Dr. Sherer (professor de biologia celular e medicina do Colégio de Medicina Albert Einstein em Nova York.). ”Este foi o primeiro exemplo de um hormônio sendo liberado pelos adipócitos”.
Adipócitos produzem hormônios

O tecido adiposo é crivado de células do sistema imune chamadas de macrófagos, as quais liberam substancias que causam inflamação, e hoje se pensa que estas substâncias possuem um papel importante nas doenças cardíacas.As células gordurosas produzem hormônios adicionais que afetam a sensibilidade do corpo a insulina e estão altamente ligadas ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.


Resistência a Insulina

A insulina auxilia a glicose a 'entrar' nas células, mas cerca de metade das pessoas obesas se tornam resistente a insulina, o que significa que suas células não respondem a insulina. Quanto mais peso elas ganham, mais resistente à insulina elas se tornam.

A resistência a insulina é a primeira etapa no desenvolvimento da diabetes e freqüentemente é acompanhada por pressão sanguínea elevada e altos níveis de gordura e açúcar no sangue.

Uma das moléculas mais importantes fabricadas pelas células adiposas é um hormônio chamado de adiponectina, que faz com que o corpo se torne mais sensível a insulina. Quando a pessoa se torna obesa, suas células gordurosas fabricam menos adiponectina, o porque disto ainda não está claro. Baixos níveis de adiponectina estão associados com diabetes e doença cardíaca. Dr.Scherer diz que os cientistas estão estudando este hormônio para descobrir se a sua administração a pessoas poderá ajudar a prevenir ou tratar a diabetes.

Outra molécula fabricada pelas células gordurosas é a resistina, que faz com que o organismo seja mais resistente a insulina, mas têm sido estudada basicamente em camundongos, e sua importância em humanos não é ainda bem conhecida, diz o Dr.Scherer.

Um adulto magro possui cerca de 40 bilhões de células gordurosas, uma pessoa obesa possui cerca de duas a três vezes este número, e obesos possuem células gordurosas maiores do que as pessoas magras.

O corpo é capaz de fabricar mais destas células e comparando-as com outras células, estas possuem uma vida extremamente longa.


Células de gordura se reproduzem

Como se acreditava no passado, não é verdade que a quota de células adiposas de uma pessoa é fixada para sempre em algum momento da adolescência. Se a pessoa continua comendo em excesso, as células gordurosas existentes aumentam de volume até certo limite tamanho. Quando atingem esse limite, não se dividem, ao invés disto, enviam sinais para que as células imaturas mais próximas comecem a se dividir produzindo assim mais células gordurosas.

Mesmo um abdômen com gordura moderada - um abdômen protuberante em uma pessoa diferentemente magricela – podem aumentar o risco de hipertensão, diabetes e doença cardíaca. Pessoas magras ou fora do peso que estão na verdade sob o risco da gordura abdominal podem ser falsamente tranqüilizadas por terem leitura normal de um medidor de obesidade muito comum, o índice de massa corporal, ou I.M.C. O problema é que este índice, baseia-se na altura e no peso, e não leva em conta a forma do corpo.

“Nós gostaríamos de eliminar a idéia de que o I.M.C. é o melhor indicador de risco,” disse o Dr. Osama Hamdy, diretor da clinica de obesidade no Joslin Diabetes Clinic, em Boston. Ele diz que a medida da cintura é melhor prognóstico, com uma zona de perigo em torno de algo maior do que 102 cm para os homens e 88.9 cm para as mulheres. do Colégio de Medicina Albert Einstein em Nova York.). ”Este foi o primeiro exemplo de um hormônio sendo liberado pelos adipócitos”.
 
Fonte: Adaptado do The New York Times
*As informações aqui disponíveis não substituem o aconselhamento profissional.
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Medida da Cintura X Indice de Morte Jovem*

As gordurinhas em volta da cintura podem aumentar dramaticamente o risco de morrer mais jovem, mesmo que o peso total da pessoa seja normal, segundo pesquisadores britânicos.

Um estudo envolvendo quase 360 mil pessoas de nove países europeus e publicado na revista acadêmica New England Journal of Medicine descobriu que o tamanho da cintura é um "indicador poderoso" de risco. 

Os pesquisadores sugerem que os médicos deveriam medir a cintura de seus pacientes regularmente como uma maneira rápida e barata de avaliar a sua saúde. 
A ligação entre gordura ao redor da cintura e problemas de saúde foi estabelecida há algum tempo, mas o tamanho do estudo dá aos cientistas um quadro mais preciso.

Os pesquisadores, incluindo alguns do Imperial College, em Londres, acompanharam voluntários, que tinham em média 51 anos no início da pesquisa, por 10 anos. Nesse período, 14.723 deles morreram.

Massa corporal e cintura 
A medida padrão de obesidade, o Índice de Massa Corporal (IMC), continua sendo um dado importante ao analisar os riscos à saúde, e, segundo os pesquisadores, aqueles com um índice alto são mais propensos a morrer de doenças cardiovasculares ou câncer. 

Mas tanto a proporção quadril/cintura - número produzido ao se dividir o tamanho da cintura pela medida do quadril -, como apenas a medida da cintura, parecem ser bons indicadores para descobrir quem tem um risco ainda maior. 

Na pesquisa, algumas pessoas que tinham um IMC normal, mas uma cintura maior do que a média, tinham um risco maior de morte prematura. 

Nos pontos extremos dos resultados, homens com cinturas com mais de 119 cm tinham o dobro da taxa de mortalidade comparado com aqueles com cinturas com menos de 80 cm. Um dado semelhante foi verificado em mulheres com cinturas com mais de 99 cm comparado com as que tinham uma cintura com menos de 64,7 cm. 
Um aumento do risco de morte podia ser verificado cada vez que a medida aumentava em 5 cm - comparando duas pessoas com o mesmo IMC, cada 5 cm aumentava o risco em 17% em homens e em 13% em mulheres.

"Nós ficamos surpresos de ver que o tamanho da cintura tem um impacto tão poderoso na saúde das pessoas e na morte prematura. Não há muitas características individuais que podem aumentar o risco de uma pessoa ter morte prematura, além de fumar e beber", afirmou.

Um porta-voz da British Heart Foundation disse que os resultados batem com outras pesquisas que concluíram que o risco de doenças do coração é maior quando a gordura está concentrada ao redor da cintura. 

Fonte: Cópia fiel - BBC Brasil
*As informações aqui disponíveis não subsitutem o aconselhamento profissional.
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Tratamento da Obesidade

 
 
 
Se você tem um estilo de vida sedentário associado a uma dieta rica em gorduras e açucares, certamente você é um sério candidato a desenvolver a Obesidade. A Obesidade se caracteriza como um problema psicológico e estético, envolve fatores genéticos, metabólicos e ambientais, além de ser um sério risco para a saúde. Quando uma pessoa apresenta um IMC entre 25 e 29,9, diz-se que ela se encontra com sobrepeso. Quando esse IMC é maior que 30, trata-se de uma Obesidade instalada. Acesse http://www.lilianfurlan.com/atividade-fisica/ e calcule o seu IMC.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) existem no mundo, atualmente, cerca de 300 milhões de obesos, sendo 17 milhões deles (9,6%) no Brasil. A obesidade é tratada como um problema de saúde público, pois é considerada fator de risco para diabetes, doença coronariana, hipertensão, osteoartrite, entre outros.
O objetivo do tratamento da Obesidade é, sem dúvida, reduzir a quantidade de massa gorda e, consequentemente, os riscos para a saúde. Para isso, a associação entre uma dieta hipocalórica adequada e a inserção de atividade física se torna eficaz nesse tratamento. Além de aumentar a queima de gordura e reduzir a sua quantidade no organismo, consegue-se, através da atividade física, um aumento da massa magra. Vale lembrar que a dieta ou a atividade física sozinhas não são eficazes, mas a associação de ambas aumenta as chances de sucesso no tratamento da Obesidade.

Por: Profª Lilian Furlan
Fonte: 
www.wikipedia.org

*As informações aqui disponíveis não substituem o aconselhamento médico.
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