Blog Refúgio do Corpo

Inicialmente, o Blog Refúgio do Corpo tinha um espaço reservado com muito carinho, dentro do meu site. Porém, devido ao grande número de acessos a ele, fui aconselhada a migrá-lo à um serviço próprio de hospedagem de Blogs para liberar mais espaço na navegação de ambos, Site e Blog. Apesar do trabalho de refazer o Blog, fiquei muito feliz, pois significa que as pessoas estão buscando informações e cuidando de sua saúde e qualidade de vida!!!
Dessa forma, convido a todos, que continuem nos acompanhando pelo nosso site e agora também por esse canal de comunicação!!!

Um grande abraço,
Lilian Furlan
Educadora Física & Personal Trainer


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Qual a importância do esporte para o cérebro?*


Suar faz bem ao cérebro
Já se foram os tempos em que o exercício físico era recomendado apenas para manter o coração saudável, o colesterol baixo e a pressão arterial sob controle. Hoje ele é indicado também para manter a saúde do cérebro: combate os efeitos nocivos do estresse crônico, a depressão, a ansiedade, melhora a memória e o aprendizado e ainda faz o cérebro produzir substâncias que mantêm os neurônios saudáveis e mais resistentes a danos.

O exercício físico regular é hoje considerado o que há de mais próximo de um elixir da juventude: ele faz o corpo aumentar a liberação de dois hormônios, o IGF-1 e o hormônio do crescimento, cuja redução com o passar dos anos está associada ao envelhecimento normal do corpo e da mente
Com mais idade e cada vez menos desses hormônios, o corpo acumula gordura, perde massa muscular, potência cardíaca e elasticidade das artérias e, de quebra, ainda perde neurônios no cérebro, sobretudo se o estresse for uma constante na vida.
Tudo isso é inevitável para quem leva uma vida sedentária --- mas muda drasticamente quando se começa a suar com regularidade. Cada vez que você corre, pula, joga bola ou anda rápido o suficiente para suar, seu corpo secreta hormônio do crescimento e IGF-1 no sangue. Os dois são grandes responsáveis pelos benefícios do exercício para a saúde: a massa muscular aumenta, o índice de gordura corporal diminui, os ossos e o coração se fortalecem e até a produção de colágeno da pele aumenta, o que ajuda a manter o aspecto jovem.

E os benefícios não param aí. O IGF-1 do sangue entra no cérebro e aumenta a produção de um fator de crescimento que mantém os neurônios saudáveis, faz com que mais neurônios novos nasçam na estrutura responsável por memórias novas e protege os neurônios de insultos como isquemias e derrames. Como resultado, a memória melhora, as respostas ao estresse se tornam mais saudáveis, a ansiedade diminui. Além disso, o exercício ainda ativa o sistema de recompensa, gerando prazer e bem-estar, e aumenta a produção de prolactina, hormônio que traz uma sensação de tranqüilidade.

Não fomos feitos para ficar sentados no sofá. Os confortos da vida moderna são ótimos, mas o sedentarismo talvez seja um grande responsável pelo lado ruim do envelhecimento. Não dá para parar o tempo, mas reverter os seus efeitos indesejáveis sobre corpo e cérebro está ao alcance de todos.Basta suar a camisa.

SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora de "O Cérebro Nosso de Cada Dia" (ed. Vieira & Lent) e de "O Cérebro em Transformação" (ed. Objetiva)
Fonte: Folha de São Paulo
*As informações aqui disponíveis não substituem o aconselhamento profissional.
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Gordura corporal afeta o envelhecimento

Uma pesquisa avaliou a influência do exercício físico na função endócrina do tecido adiposo em mulheres de diferentes idades. Ao total, foram 54 mulheres pesquisadas e ficou comprovado que o envelhecimento resulta em uma série de alterações hormonais, bem como no aumento no volume do tecido adiposo e nas concentrações de substâncias como as citocinas, consideradas pró-inflamatórias, por mediarem processos de inflamação no organismo.

A avaliação foi dividida em quatro grupos, com 20 anos de idade, e outro na faixa de pouco mais de 50 anos, todas sedentárias. Os outros dois grupos também eram formados por mulheres jovens e de meia-idade de faixas etárias similares, só que todas praticantes de atividades físicas de baixa intensidade. O grupo de meia-idade com treinamento físico apresentou redução no colesterol, enquanto o grupo sedentário de idade equivalente sofreu aumento na taxa de glicose. A leptina, relacionada ao controle da massa corpórea, também foi encontrada em quantidades menores nos grupos que se exercitavam.

“Mais um estudo mostra que alguns minutos de atividade física já são suficientes para acarretar mudanças em nosso sistema e, consecutivamente, melhorar nossa qualidade de vida, principalmente, nas pessoas mais velhas”, comenta o tutor do Portal Educação, Diesi Souza Ventura.
Fonte: Portal da Educação Física
*As informações aqui disponíveis não substituem o aconselhamento profissional.
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Capacidade aeróbia, Capacidade Pulmonar e Envelhecimento*

Com o processo natural de envelhecimento várias funções orgânicas sofrem um declínio. Dentre elas pode-se citar como exemplo a capacidade cardio-respiratória, que é fundamental para uma boa qualidade de vida da população, especialmente dos idosos. Bons níveis cárdio-respiratórios podem contribuir de forma significativa para uma boa qualidade de vida para este segmento populacional, pois permitirá, por exemplo, que o idoso realize tarefas cotidianas como caminhar, sem cansaço excessivo, preservando assim sua autonomia.
O declínio começa a ocorrer após os trinta anos de idade, especialmente se o indivíduo não for fisicamente ativo. Dentre os muitos efeitos do envelhecimento, pode-se citar a diminuição do VO2max, do débito cardíaco, da freqüência cardíaca, da elasticidade e complacência dos pulmões, dilatação dos bronquíolos, ductos e sacos alveolares, atrofia dos músculos respiratórios, redução da caixa torácica, diminuição da ventilação pulmonar, diminuição da capacidade vital, diminuição do volume expiratório forçado, aumento do volume residual, aumento do espaço morto anatômico, aumento da ventilação durante o exercício e diminuição da ventilação expiratória máxima. Todos esses efeitos podem estar relacionados à diminuição da capacidade pulmonar observada, especialmente, na população idosa.
O desempenho funcional pulmonar máximo é conseguido, aproximadamente, aos 20 anos pela mulher e aos 25 anos pelo homem. Após isso, inicia-se uma lenta e progressiva redução da capacidade funcional pulmonar, que se mantém, entretanto, em condições de proporcionar uma adequada troca de gases mesmo em idades extremas em indivíduos saudáveis.
São três os fenômenos mais importantes associados ao envelhecimento: a redução na retração elástica do pulmão, a redução na complacência da parede torácica e a redução na força dos músculos respiratórios.
 
Com o envelhecimento há uma diminuição na capacidade funcional do sistema cardiovascular apresentando uma diminuição na capacidade de consumo máximo de oxigênio (VO2max). Durante o envelhecimento, ocorre redução nos valores de VO2max, correspondendo a um declínio percentual relativo de 0,8 a 1,1 por ano ou 10% a cada década. Além desses fatores, após os 50 anos, a potência e a capacidade aeróbia sofrem um brusco declínio devido às alterações nos valores de diversos hormônios como, estrogênio, progesterona, aldosterona e hormônios gonadotrópicos podendo influenciar negativamente as capacidades pulmonares.
Durante o envelhecimento ocorrem também alterações no sistema oxidativo enzimático. Enzimas, como a succinato desidrogenase, citatrossintase e hidroxiacil-CoA-desidrogenase estão relacionadas ao sistema oxidativo. Essas reduções podem estar ligadas a fatores como o sedentarismo e a falta de uso da musculatura em específico. A enzima citatrossintase, quando tem sua atividade reduzida, mostra diferenças nas respostas ao exercício, devido à diminuição da capacidade respiratória e atrofia muscular, em torno de 20% na musculatura de idosos quando comparados à musculatura de indivíduos jovens. Assim, o envelhecimento está associado a diminuição na atividade enzimática aeróbia, na capacidade respiratória, atrofia muscular, diminuição de fluxo sanguíneo e capacidade oxidativa, e talvez menor densidade capilar. Todos esses fatores contribuem para a diminuição da potência e capacidade aeróbia em idosos quando comparados aos jovens. Desta forma, qualquer melhora na capacidade aeróbia pode representar uma diminuição da taxa e declínio associado ao envelhecimento e, conseqüentemente uma diminuição da incidência de morbidade e mortalidade por doenças crônico-degenerativas. Uma das formas apontadas para esta melhora tem sido o treinamento físico, pois está associado à prevenção e promoção de saúde e qualidade de vida.


Por: Profa Lilian Furlan - Monografia: Efeito da atividade física aeróbia na capacidade pulmonar em idosos - 2006.

*As informações aqui disponíveis não substituem o aconselhamento profissional.
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